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20.11.12

Governo Deodoro da Fonseca

  No Brasil, a primeira eleição para presidente foi indireta. Deodoro da Fonseca foi eleito com uma vanta- gem de apenas 32 votos sobre o adversário; já o vice-presidente eleito, Floriano Peixoto, era da chapa da oposição e venceu seu adversário por uma diferença de 96 votos.
   Deodoro da Fonseca começou seu governo enfrentando dificuldades: tinha um vice da oposição e muitos parlamentares o responsabilizavam pelo encilhamento. Esses parlamentares aprovaram um projeto que limitava seu poder como presidente da República. Deodoro reagiu de modo autoritário mandando fechar o Congresso (novembro de 1891).
  Diante disso, os militares da Marinha ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro caso Deodoro não renunciasse; esse episódio é conhecido como a Primeira Revolta Armada. Pressionado, Deodoro da Fonseca renunciou e a presidência foi ocupada por seu vice, Floriano Peixoto.

   

Gostou? Beijos!

17.11.12

A primeira constituição da República

                                   

Ainda durante o Governo Provisório, foi eleita uma Assembleia Constituinte que aprovou a primeira Constituição da República (fevereiro de 1891). Conheça as principais características dessa Constituição: 
 a) Federalismo: princípio segundo o qual os estados (antigas províncias) passaram a ter grande autonomia; cada estado podia contrair empréstimos no exterior, ter forças militares próprias, criar e cobrar impostos, eleger o governador, fazer leis etc.

b) O Brasil passava a ser uma república federativa presidencialista organizada em três poderes: Executivo  - exercido pelo presidente da República, por um período de quatro anos; Legislativo - exercido pelo congresso Nacional dos Deputados e pelo Senado; Judiciário - exercido por juízes nomeados pelo presidente da República; tinha como órgão máximo o Supremo Tribunal Federal.

c) A Igreja católica foi separada do Estado e os brasileiros passaram a ter liberdade de culto. Até aquela época, havia apenas o casamento religioso, e o principal documento era a certidão de batismo. Com a separação entre Igreja e Estado, criou-se o registro civil para nascimento, casamento e óbito.

d) O voto foi reservado aos homens maiores de 21 anos, brasileiros e alfabetizados, desde que não fossem soldados ou membros do clero regular, como monges e frades.

Fonte: aqui
                          
Aprenderam? Beijãoo =)

16.11.12

A Consolidação da República

   Depois de liderar a proclamação da República, os militares assumiram o poder e presidiram os dois primeiros governos republicanos. Daí essa primeira fase do novo regime ser conhecida como República da Espada (1889 - 1894).
   Em 15 de novembro de 1889, formou-se um Governo Provisório presidido pelo marechal Deodoro da Fonseca, que é lembrado pela reforma financeira e pela aprovação da primeira Constituição da República.

   A reforma e a crise financeira

   Com o objetivo de expandir o crédito e incentivar a industrialização do país, Rui Barbosa, o ministro da Fazenda do Governo Provisório, autorizou quatro bancos a emitir dinheiro para conceder empréstimos àqueles que desejassem abrir uma empresa.
   No entanto, essa reforma financeira não teve o sucesso esperado; muitos usavam o dinheiro emprestado pelo governo para fundar empresas fantasmas ( que só existiam no papel). Em seguida mandavam imprimir ações dessas falsas empresas e vendiam-nas na Bolsa de Valores. Passando de mão em mão, as ações subiam de preço e enriqueciam os especuladores.
   No entanto, quando os acionistas percebiam que tinham investido em empresas fantasmas, corriam para vender suas ações e descobriam que tinham nas mãos apenas um "maço de papel" sem nenhum valor. Resultado: os preços das ações despencaram, os pequenos investidores perderam seu dinheiro para os especuladores e muitas firmas antigas faliram. O aumento do dinheiro em circulação sem crescimento proporcional da produção de mercadorias provocou também alta generalizada dos preços (inflação).

Rui Barbosa
Fonte aqui
                                           

15.11.12

A Proclamação da República

   No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
   No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
   Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

A bandeira, elemento decisivo na cena é mostrada como objeto de amor e devoção: ela é abraçada e, ao mesmo tempo, cobre e protege seus "filhos".


FELIZ PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA!!!
Fonte: aqui

14.11.12

O processo que conduziu à República

    A ideia de república não era nova no país; antes e depois da Independência o território brasileiro havia sido palco de várias rebeliões republicanas. Mas a Monarquia conseguiu reprimir esses movimentos, graças, principalmente, aos recursos obtidos com as exportações de café. Com o objetivo de conseguir espaço na política, um grupo formado por fazendeiros do oeste paulista e por profissionais liberais lançou, em 1870, o Manifesto Republicano, que defendia o federalismo e a República. O manifesto afirmava: "Somos a América e queremos ser americanos", ou seja, somos favoráveis a que o Brasil adote a República, assim como os demais países da América. Três anos depois de seu lançamento, foi fundado, em Itu, interior paulista, o Partido Republicano Paulista (PRP).
   Nos anos 1880, o movimento republicano ganhou força: foram fundados centenas de clubes e dezenas de jornais republicanos por todo país; Foi quando a questão militar, nome dado a uma série de atritos entre os militares e Monarquia, acelerou ainda mais o processo que conduziu à República.

A questão militar

A principal razão dos conflitos entre os militares e a Monarquia foi a punição de dois oficiais do Exército, o tenente-coronel Sena Madureira e o coronel Cunha Matos. Esses oficiais foram punidos por denunciar casos de corrupção por meio da imprensa e por se manifestar publicamente a favor da Abolição.
   O major Benjamim Constant uniu a mocidade militar contra a Monarquia, exercendo, assim, papel decisivo na proclamação da República.
   No dia 9 de novembro de 1889, o major Constant discursou no clube militar pedindo poderes para mudar a situação dos militares e recebeu total apoio da mocidade militar ali presente.
Major Benjamin Constant
   

As leis e a realidade

    Lei do Ventre Livre, de 28 de setembro de 1871, dizia que os filhos de mulher escravizada, nascidos a partir daquela data, seriam considerados livres.
  Na década de 1880, a campanha pela abolição voltou a agitar as ruas, os noticiários e os tribunais, espalhando-se pelo país. Sob forte pressão popular, o governo do Ceará e, logo depois, o do Amazonas aboliram a escravidão em 1884.
   Lei dos Sexagenários, de 28 de setembro de 1885, declarava livres os escravos com mais de 60 anos. Essa lei estipulava uma multa de 500 a 100 réis para aqueles que protegessem escravizados fugidos. Os abolicionistas ficaram insatisfeitos com essa lei e a campanha abolicionista esquentou; associações antiescravistas publicavam jornais e folhetos, organizavam festas para arrecadar dinheiro destinado à compra de cartas de alforria e, assim, iam conseguindo o apoio de diversos setores da sociedade: os gráficos negavam-se a imprimir textos defendendo a escravidão; os militares lançaram um manifesto em 1887 negando-se a fazer o papel de capitães do mato; os monarquistas ajudavam os escravizados fugidos das fazendas de café a chegar às cidades; em São Paulo, o advogado Antônio Bento e sua  organização secreta chamada Caifases promoviam e apoiavam a fuga de escravizados. Estes, por sua vez, fugiam em massa das propriedades de seus donos e formavam quilombos.


   A Lei Áurea : 13 de maio de 1888
   
   Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel e seus conselheiros aprovaram a Lei Áurea , que declarou extinta a escravidão no Brasil. A lei libertou cerca de 700 mil escravizados, perto de 5% da população brasileira, composta na época por 15 milhões de pessoas. 

                              

Abolição e República

A Abolição

A pressão inglesa pelo fim do tráfico de escravos e a Lei Eusébio de Queirós, representaram um duro golpe contra a escravidão. Entre os fatores que contribuíram para a Abolição, cabe citar: a resistência dos próprios escravizados e o movimento abolicionista.

A resistência dos escravizados

Enquanto durou a escravidão, houve resistência. Os escravizados resistiam por meio da desobediência, da fuga e formação de quilombos, dos levantes urbanos e da busca da liberdade para praticar suas culturas e religiões.
Uma das formas de resistência, era a capoeira.
O movimento abolicionista

O abolicionismo foi um movimento social pelo fim da escravidão, que se estendeu por quase todo o século XIX. Com o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, a campanha abolicionista popularizou-se e conquistou adeptos, inclusive entre oficiais do Exército. Estes passaram a ver com grande simpatia os negros que lutaram ao lado deles nos campos de batalha.
Além de toda pressão interna pela Abolição, muitos governos estrangeiros pediam, por meio de seus diplomatas, que D. Pedro II acabasse com a escravidão no Brasil. Pressionado, o governo imperial brasileiro pôs em prática seu plano de abolir a escravidão de forma lenta e gradual e , para isso, aprovou as chamadas leis abolicionistas. 

Luís Gama - ex-escravisado
                                       

Imigrantes no Brasil

Os  primeiros imigrantes chegaram ao Brasil para trabalhar em sistema de parceria nas lavouras de café.Fonte: aqui
No século XIX, dezenas de milhares de europeus vieram para o Brasil, movidos pelo desejo de conseguir trabalho e terra própria, Esses imigrantes eram em geral pessoas pobres que se arriscavam a fazer uma viajem difícil rumo a um país jovem, apresentado pela propaganda como um paraíso.
   Em busca de oportunidades na terra nova, para cá vieram os suíços, que chegaram em 1819 e se instalaram no Rio de Janeiro (Nova Friburgo), os alemães, que vieram logo depois, em 1824, e foram para o Rio Grande do Sul (Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Catarina, Blumenau, Joinville e Brusque), os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia, habitando o Paraná, os turcos e os árabes, que se concentraram na Amazônia, os italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia, que em sua maior parte vieram para São Paulo, os japoneses, entre outros. O maior número de imigrantes no Brasil são os portugueses, que vieram em grande número desde o período da Independência do Brasil. 
   Apesar de receberem pequenos lotes de terra, os imigrantes também tiveram um começo de vida difícil no Sul.

Fonte: aqui e o meu livro de história *-* "História, Sociedade & Cidadania"

O tráfico interprovincial + Maratona de posts

   Oii, hoje vou fazer uma "MARATONA" de posts pra vocês sobre o Brasil. Confira!

   Proibidos de entrar trabalhadores da África, os fazendeiros do Sudeste passaram a comprá-los de outras regiões do país, como o Nordeste, onde a oferta de braços era maior, em razão da decadência da lavoura açucareira. Esse tipo de comércio foi chamado de tráfico interprovincial.
   Os cafezais estavam exigindo mão de obra, então pensou-se em dar emprego aos trabalhadores livres nacionais, que eram em boa parte negros e mestiços. A elite do Império, porém, considerava os negros e mestiços " preguiçosos e indisciplinados", portanto inaptos para o trabalho livre. Esse racismo da elite era reforçado por teorias trazidas da Europa, onde dizia que os brancos eram "superiores" aos negros e mestiços. Com base nisso, a elite defendia a entrada maciça de europeus e consequentemente, o branqueamento da população brasileira.
Escravos
Fonte: aqui
                                

O Bill Aberdeen

   Oii, hoje vou falar sobre a Lei Bill Aberdeen, que foi muito importante para o Brasil.
   Apesar do policiamento inglês, o tráfico continuava intenso, o que resultou na aprovação, pelo governo da Inglaterra, em 1845, do Bill Aberdeen, lei que autorizava os navios ingleses a prender ou afundar os navios negreiros. Essa lei considerava criminosos o dono do navio, o capitão, o piloto e seus auxiliares. Os traficantes eram julgados na Inglaterra.
   Com o aumento da entrada de escravizados no Brasil, os ingleses intensificaram a pressão. Chegaram a invadir águas brasileiras para prender navios negreiros. Pressionado, o governo de D. Pedro II aprovou, em 1850, a Lei Eusébio de Queirós, que proibia definitivamente a entrada de escravizados no Brasil.
   Naquele mesmo ano, o governo de D. Pedro II aprovou a Lei de Terras; essa lei estabelecia que um indivíduo só poderia se tornar dono de terra por meio da compra; a doação ou posse ficavam proibidas. Além disso, todo proprietário de terra tinha de pagar um imposto territorial por ela. Com isso, ex-escravizados, imigrantes e os pobres em geral ficavam excluídos do acesso à terra, cujo preço era elevado demais para eles. Para sobreviver, tinham forçosamente de trabalhar para os grandes proprietários ou comerciantes.
A Lei Bill Aberdeen, apesar de arbitrária, contribuiu para o fim da escravidão no Brasil.
Fonte: aqui

12.11.12

A pressão inglesa e o fim do tráfico

   Imagem 1
Durante muito tempo, os comerciantes e o governo da Inglaterra obtiveram lucros enormes com o tráfico atlântico (nome dado pelos historiadores ao comércio de africanos pelo Oceano Atlântico.); mas, em 1807, o governo inglês decidiu mudar: proibiu a venda de africanos para suas colônias na América e, em 1833, extinguiu a escravidão nessas colônias. Além disso, a Inglaterra passou a combater radicalmente tanto o tráfico como a escravidão, o que pode ser aplicado pelas seguintes razões:

   1° A Inglaterra liderou a Revolução Industrial e tinha interesse em ampliar o mercado para seus produtos; mas, nos países escravistas, como o Brasil, o mercado era muito restrito - de um lado, porque os proprietários gastavam boa parte de seu capital na compra de escravos; de outro, porque os escravizados não tinham com o que comprar os produtos ingleses.

11.11.12

Modernização do Império: ferrovias e indústrias

Inauguração da primeira ferrovia brasileira: a Estrada de Ferro de Petrópolis 
  • A riqueza conseguida com o café trouxe notável progresso e colaborou para a estabilidade e modernidade do Império brasileiro;
  • Contribuíram também: a) a Tarifa de Alves Branco (1844) que aumentou os impostos sobre cerca de 3 mil produtos estrangeiros; b) a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibia a entrada de africanos escravizados no Brasil;
  • A capital que comprava os escravizados, agora somado ao dinheiro obtido com o café brasileiro, passou a ser investido na construção de ferrovias;
  • Em 1854, inaugurou-se a primeira ferrovia do Brasil. Ela ligava a Baía de Guanabara à Petrópolis. Em 1858, outra ferrovia foi inaugurada a Estrada de Ferro D. Pedro II, que transportava o café do Vale do Paraíba até o Porto do Rio de Janeiro;
  • Em Pernambuco, em 1855, iniciou a construção da Estrada de Ferro Recife-São Francisco, usada para transportar gêneros agrícolas sobretudo o açúcar, até o porto de Recife;
  • A Santos-Jundiaí foi construída com capitais ingleses, e transportava o café até o porto de Santos;
  • Com as ferrovias, o transporte tornou-se mais barato e mais rápido, e o lucro dos barões do café aumentou;
  • Além das ferrovias, foram criadas no Império dezenas de indústrias, uma companhia de iluminação a gás, várias companhia de seguro e de navegação a vapor, bancos, etc.;
Usina da Companhia de Iluminação à Gás no Rio de Janeiro (1854)
Fonte: aqui                                

10.11.12

Economia do Império - O café


O café reorganizou o cenário econômico brasileiro do século XIX e XX.

Durante o Segundo Reinado, o café liderou as exportações brasileiras e contribuiu para a modernização do Brasil.

O café na liderança 

   Nos primeiros tempos, o cafeeiro era plantado no quintal das casas e servia apenas para o consumo doméstico. A partir do século XIX, o hábito de beber café tornou-se moda na Europa e nos EUA, estimulando a formação de cafezais no Brasil. Além disso, havia no Brasil solos e climas favoráveis ao cultivo dessa planta. Assim, em pouco tempo, o café tornou-se o produto brasileiro mais vendido no exterior.
   Inicialmente os cafezais ocuparam o litoral do Rio de Janeiro; em seguida avançaram pelo Vale do Paraíba. Depois, em consequência do esgotamento dos solos e do aumento da procura, os cafezais ocuparam o oeste paulista, onde havia a terra roxa, tipo de solo ideal para seu cultivo. Com a formação dessas fazendas, surgiu um grupo de ricos fazendeiros conhecidos como barões do café.

É isso pessoal. Beijoss!

Guerra do Paraguai

Fonte aqui

A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864, a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital paraguaia.

Visando a província de Mato Grosso, o ditador paraguaio aproveitou-se da fraca defesa brasileira naquela região para invadi-la e conquistá-la. Fez isso sem grandes dificuldades e, após esta batalha, sentiu-se motivado a dar continuidade à expansão do Paraguai através do território que pertencia ao Brasil. Seu próximo alvo foi o Rio Grande do Sul, mas, para atingi-lo, necessitava passar pela Argentina. Então, invadiu e tomou Corrientes, província Argentina que, naquela época, era governada por Mitre.

Decididos a não mais serem ameaçados e dominados pelo ditador Solano Lopes, Argentina, Brasil e Uruguai uniram suas forças em 1° de maio de 1865 através de acordo conhecido como a Tríplice Aliança. A partir daí, os três países lutaram juntos para deterem o Paraguai, que foi vencido na batalha naval de Riachuelo e também na luta de Uruguaiana.

 Consequências
  • A indústria paraguaia  ficou arrasada após a guerra. O Paraguai nunca mais voltou a ser um país com um bom índice de desenvolvimento industrial e econômico, pelo contrário, passa até hoje por dificuldades políticas e econômicas.
  • Cerca de 70% da população paraguaia morreu durante o conflito, sendo que a maioria dos mortos eram homens;
  •  Embora tenha saído vitorioso, o Brasil também teve grandes prejuízos financeiros com o conflito. Os elevados gastos da guerra foram custeados com empréstimos estrangeiros, fazendo com que aumentasse a dívida externa brasileira e a dependência de países ricos como, por exemplo, da Inglaterra;
  • Com a guerra, o exército brasileiro ficou fortalecido no aspecto bélico, pois ganhou experiência e passou por um processo de modernização. Houve também um importante fortalecimento institucional.
Fonte aqui
                        
Fonte aqui


                            
Aprenderam?? Acho que sim né?!

9.11.12

Parlamentarismo à brasileira

   Nos tempos do Império, o Brasil adotava o parlamentarismo, sistema em que o chefe de governo é o primeiro-ministro. O parlamentarismo brasileiro funcionava assim: o imperador nomeava o presidente do Conselho de Ministros. Este escolhia um ministério e o submetia à aprovação da Câmara dos Deputados. Se o ministério fosse aprovado, passava a governar. Caso contrário, o imperador decidia: ou demitia o ministério ou dissolvia a Câmara e marcava novas eleições. Portanto a vontade do imperador estava acima da vontade da maioria; por isso o parlamentarismo brasileiro do tempo do Império é chamado de parlamentarismo à brasileira. 

Charge na qual D. Pedro II aparece controlando “carrossel” político da época.




                                 
                                                                    Fonte dos esquemas aqui

Estudem e fiquem com Deus =) 

8.11.12

Rebelião Praieira

                               

  Hoje vou falar sobre a Rebelião ou Revolta Praieira. O post é um pouco grandinho, mas vale a penar ler ate o final.

A Revolução Praieira foi uma revolta de caráter liberal e federalista ocorrida na província de Pernambuco entre os anos de 1848 e 1850. Dentre as várias revoltas ocorridas durante o Brasil Império, esta foi a última. Ganhou o nome de praieira, pois a sede do jornal comandado pelos liberais revoltosos (chamados de praieiros) localizava-se na rua da Praia. 

7.11.12

Poder e eleições no Império

    Oi!! Hoje vou falar sobre as eleições que ocorreram no Segundo Reinado de D. Pedro II.

   Durante o longo reinado de D. Pedro II (1840-1889), o Liberal e o Conservador eram os partidos políticos com maior poder no Brasil. Seus líderes eram fazendeiros, comerciantes, funcionários públicos  ou militares, pertenciam às elites e tinham interesse em manter a maioria da população excluída da vida política nacional.

    As Revoltas liberais de 1842

    Durante o Império, tanto os liberais como conservadores adotaram a violência e a fraude para defender seus interesses. Nas primeiras eleições, os liberais pagaram capangas para espancar adversários, roubar urnas, modificar resultados, etc. Com isso, venceram as eleições, que, por causa da violência foram chamadas de eleições do cacete.

    Insatisfeitos com esse resultado, os conservadores pressionaram D. Pedro II, que dissolveu a Câmara e convocou novas eleições. Os liberais pegaram em armas contra o Império, mas foram derrotados.

      
    Fonte: aqui
                                 Revolução Liberal de 1842
                                            Fonte: aqui



6.11.12

O reinado de D. Pedro II

   Oii! Vimos que durante as Regências a unidade do Império esteve seriamente ameaçada por rebeliões que assustavam tanto os liberais como os conservadores. Os liberais começaram então, a dizer que só o Imperador podia pôr fim à "desordem". Mas, como na época (1840) o imperador tinha apenas 14 anos de idade, os liberais lançaram em jornais e revistas uma campanha que visava justamente antecipar a maioridade do jovem Pedro.

   O golpe da maioridade

   A campanha pela maioridade tinha uma quadrinha que dizia:

   "Queremos D. Pedro II
   Embora não tenha idade
   A nação dispensa a lei
   E viva a maioridade."

   Por força da propaganda, a antecipação da maioridade foi ganhando apoio também dos conservadores e passou a ser vista como uma forma de "salvar a nação". Em julho de 1840, a campanha foi vitoriosa: com 15 anos incompletos, D. Pedro II foi aclamado imperador do Brasil. O episódio foi conhecido como golpe da maioridade e deu início ao Segundo Reinado.

             
                 D. Pedro II com 14 anos                                           A coroação de Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 1841