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20.11.12

Dia da Consciência Negra

Oi, hoje é um dia muito especial pra todos nós, é o dia da consciência negra. A história dos africanos no nosso país, a importância, influência, etc.

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. 
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. 

dia da consciência negra
Zumbi dos Palmares: um herói brasileiro
Fonte: aqui 

Feliz dia da Consciência Negra!!

14.11.12

As leis e a realidade

    Lei do Ventre Livre, de 28 de setembro de 1871, dizia que os filhos de mulher escravizada, nascidos a partir daquela data, seriam considerados livres.
  Na década de 1880, a campanha pela abolição voltou a agitar as ruas, os noticiários e os tribunais, espalhando-se pelo país. Sob forte pressão popular, o governo do Ceará e, logo depois, o do Amazonas aboliram a escravidão em 1884.
   Lei dos Sexagenários, de 28 de setembro de 1885, declarava livres os escravos com mais de 60 anos. Essa lei estipulava uma multa de 500 a 100 réis para aqueles que protegessem escravizados fugidos. Os abolicionistas ficaram insatisfeitos com essa lei e a campanha abolicionista esquentou; associações antiescravistas publicavam jornais e folhetos, organizavam festas para arrecadar dinheiro destinado à compra de cartas de alforria e, assim, iam conseguindo o apoio de diversos setores da sociedade: os gráficos negavam-se a imprimir textos defendendo a escravidão; os militares lançaram um manifesto em 1887 negando-se a fazer o papel de capitães do mato; os monarquistas ajudavam os escravizados fugidos das fazendas de café a chegar às cidades; em São Paulo, o advogado Antônio Bento e sua  organização secreta chamada Caifases promoviam e apoiavam a fuga de escravizados. Estes, por sua vez, fugiam em massa das propriedades de seus donos e formavam quilombos.


   A Lei Áurea : 13 de maio de 1888
   
   Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel e seus conselheiros aprovaram a Lei Áurea , que declarou extinta a escravidão no Brasil. A lei libertou cerca de 700 mil escravizados, perto de 5% da população brasileira, composta na época por 15 milhões de pessoas. 

                              

Abolição e República

A Abolição

A pressão inglesa pelo fim do tráfico de escravos e a Lei Eusébio de Queirós, representaram um duro golpe contra a escravidão. Entre os fatores que contribuíram para a Abolição, cabe citar: a resistência dos próprios escravizados e o movimento abolicionista.

A resistência dos escravizados

Enquanto durou a escravidão, houve resistência. Os escravizados resistiam por meio da desobediência, da fuga e formação de quilombos, dos levantes urbanos e da busca da liberdade para praticar suas culturas e religiões.
Uma das formas de resistência, era a capoeira.
O movimento abolicionista

O abolicionismo foi um movimento social pelo fim da escravidão, que se estendeu por quase todo o século XIX. Com o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, a campanha abolicionista popularizou-se e conquistou adeptos, inclusive entre oficiais do Exército. Estes passaram a ver com grande simpatia os negros que lutaram ao lado deles nos campos de batalha.
Além de toda pressão interna pela Abolição, muitos governos estrangeiros pediam, por meio de seus diplomatas, que D. Pedro II acabasse com a escravidão no Brasil. Pressionado, o governo imperial brasileiro pôs em prática seu plano de abolir a escravidão de forma lenta e gradual e , para isso, aprovou as chamadas leis abolicionistas. 

Luís Gama - ex-escravisado